Poderia aqui, citar muitas das incríveis experiências vividas em minha trajetória enquanto estudante.
Ainda no tempo que achava eu ser um aluno, e não sabia o que significava essa palavra. Nos bons tempos de Ensino Fundamental, pude vivenciar gincanas, campeonatos esportivos entre escolas, de nível estadual, festas e com certeza outras peripécias marcantes.
Já nos tempos ótimos de Ensino Médio, quando tive a chance de ser estudante, mais e mais experiências completamente novas e em cadeia crescente foram vividas que não cabe expor aqui, de tantas coisas que foram vividas.
Porém uma vale a pena comentar, pela importância a que somente hoje consigo entender, que foi ter participado do GRÊMIO Estudantil, onde tive a oportunidade de conhecer a auto organização e um pouco de teoria de organização coletiva.
Mas com certeza é hoje, no presente, que vivo a experiência mais importante como ESTUDANETE. Não sou mais um aluno/que não possui luz, hoje sou estudante, que tem luz e consegue pensar, refletir, questionar e entrar em movimento para que as ideias se tornem ações. Se eu continuasse como aluno, calado, quieto, e inquestionador como assim fui moldado propositalmente junto de meus colegas, hoje não estaria em movimento para mudar as relações sociais estabelecidas pelo modelo econômico vigente.
E foi dentro do Diretório Acadêmico d@s Estudantes de Educação Física, que hoje também é d@s estudantes de Dança, o DAEFi, onde meus conflitos encontraram a oportunidade de ter contato com um coletivo organizado e coerente, que me proporcionou formação política até então negada historicamente por todas as etapas de ensino na escola.
Sugeriram numerosas leituras à mim, dentre elas,” Introdução à Filosofia de Marx” da Expressão Popular, “O Capital” de Karl Marx, dentre outras, sobre o funcionamento das relações que determinam as condições sociais.
Dentro desse espaço pude olhar a universidade e a vida em geral, de outros ângulos, espaço que hoje posso atuar em ações que transformem a realidade, tanto local e específica do curso, quanto em âmbito nacional e relacionadas não diretamente ao curso, mas abrangendo outras áreas da sociedade.
Sobre os Professores que tive, vários deles considerei ruins, dentro da minha ignorância e falta de noção da realidade da profissão. Outros professores, considerei bons, pois eram amigos, educados, questionadores, empolgados, e me agradavam, considerando também minha ignorância e falta de noção da realidade da profissão.
Meu professor de Violão foi o professor que me deu uma profissão, que hoje é colega de trabalho, amigo, ainda professor, meu discente e irmão de sangue.
Meu pai foi um grande professor e ainda é, que me ensina todos os dias grande lições, que ás vezes esqueço e outras que ainda devo aprender.
Com relação às influências da família na escolha da profissão, tenho uma irmã que se forma no final deste semestre em Licenciatura em educação Física, que ajudou um pouquinho na escolha.